Recuperação de crédito extrajudicial Segestion
A empresa quer ampliar a sua cobertura geográfica no interior do país e reforçar a actividade na zona Norte. Está prevista a abertura de uma nova empresa na área da contabilidade e fiscalidade.

A Segestion é desde a sua constituição uma empresa especializada na gestão e cobrança de dívidas comerciais, sendo os seus serviços umimportante contributo para a economia real.

Com total independência de entidades bancárias, financeiras ou fundos de investimento, a Segestion pode ajudar empresas e empresários, de forma clara e transparente, na gestão do seu dia-a-dia, o que inclui áreas como a cobrança dos seus créditos, num universo que abrange desde as pequenas e médias empresas até às multinacionais.

Em Espanha prestam outros serviços, como advocacia, contabilidade, fiscalidade,domiciliação de sociedades, protecção de dados pessoais ou até o registo de patentes e marcas.

O administrador-delegado em Portugal da Segestion, Paulo Feijoo, refere que esta área de actividade cresce, amadurece, evoluiu, diversifica-se, referindo que o principal desafio que se coloca à empresa no mercado português é “manter o crescimento sustentado”. O gestor sublinha que o bomdesempenho alcançado nos últimos anos não está apenas relacionado com os resultados operacionais, mas também com a qualidade do serviço prestado ao cliente, que no seu entender “se adequou às necessidades específicas do mercado nacional, melhorando os rácios de eficiência e satisfação”.

Para 2016, a Segestion em Portugal pretende consolidar a sua presença na zona Norte e ampliara cobertura geográfica dos consultores, visitando as empresas que solicitem os serviços no interior do país. Outra das novidades é a prestação de novos serviços, nomeadamente na área da contabilidade.

Na Segestion trabalham 193 pessoas, sendo que mais de 90% da actividade da empresa é absorvida pela cobrança, tanto nos meios e estrutura, como na facturação, apesar de a empresa prestar serviços em outras áreas.

No ano passado, a empresa superou em Portugal os 2.000 clientes. O administrador-delegado diz que muitos dos clientes não mantêm uma ligação permanente, recorrendo à Segestion sempre que necessário, e à medida das suas necessidades.

Novos passos na contabilidade e fiscalidade

A dinâmica do sector e a vontade de incorporar mais serviços que satisfaçam as necessidades das empresas fizeram com que a Segestion procure melhorar a sua oferta a pedido dos clientes que preferem relacionar-se com a mesma entidade ou interlocutor, com plena garantia da qualidade do serviço prestado.

Nesse sentido, ainda este ano, será constituída uma nova empresa do grupo dedicada exclusivamente ao âmbito da contabilidade e fiscalidade.“O desafio é enorme, pois se em Espanha é uma área consolidada, em Portugal ainda estamos a dar os primeiros passos”, diz Paulo Feijoo.

Poucas diferenças dos dois lados da fronteira

Aproveitando o conhecimento da realidade das economias e mercados espanhol e português, questionámos Paulo Feijoo sobre as principais diferenças entre os dois países. Para o nosso interlocutor existem diferenças pouco significativas, mas realça que os prazos de pagamento em Portugal ou Espanha são sobejamente superiores aos restantes países europeus.

“Em Portugal existe uma maior necessidade de cobrança externa, a mentalidade inconsequente do devedor obriga muitas vezes a confrontá-lo presencialmente, só assim muitos despertam para a realidade”, conta o administrador-delegado, acrescentando que Portugal é, curiosamente, um exemplo nos meios e plataformas informáticas disponibilizadas para reclamar dívidas judicialmente. A maior diferença talvez resida no facto de, em Portugal, “o sócio-gerente de uma empresa não ser responsabilizado pelas dívidas como em Espanha, apenas a justiça tributária detém esse privilégio”.

Ampliando o grau de comparaçãode Portugal para o restoda Europa, Paulo Feijoo defende que,em termos comparativos, é impossível contornar o enquadramento legal como a principal diferença. “Varia de país para país, não existindo porém os obstáculos ‘feudalistas’ que nos deparamos em Portugal. Na Suíça, Alemanha ou Áustria, a cobrança extrajudicial é uma realidade plena onde a comissão de cobrança está inclusivamente regulada por lei”.

Ao contrário do que se possa pensar, a crise não beneficia as empresas de cobrança de dívidas.A falta de solvência de pessoas ou empresas pressupõe dificuldades acrescidas na recuperação do crédito malparado. Neste quadro, para a Segestion em Portugal, o elevado número de insolvências assim como os planos especiais de recuperação “foram desafios muito exigentes, pois reduziram a divida extrajudicial existente”.

O administrador-delegado deixa um aviso de situações que acontecem na economia real. “Deparamo-nos com situações extremas; imagine que após um sem-fim de diligências de cobrança, finalmente se alcança um compromisso de pagamento que semanas mais tarde é derrubado pela insolvência do devedor ou até mesmo do credor… Colocamos sérias dúvidas ou reservas sobre os PER. Na economia real, pode muitas vezes traduzir-se numa insolvência de data futura, impedindo, por exemplo, a recuperação em tempo útil do IVA pago ao Estado de um montante que as empresas não receberam.”


“Apesar do crescimento do sector, o actual enquadramento legal persiste inalterado. Numa Europa atenta, que reforma as regras de protecção de dados pessoais, Portugal ainda vive num imenso vazio em matéria de regulamentação sobre a cobrança extrajudicial


PAULO FEIJOO
administradordelegado em Portugal da Segestion
www.segestion.pt

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